Olá à todos. Trago para vocês dessa vez uma cidade para que vocês possam iniciar sua aventura em Fúria do Vento, Eschester. Essa cidade é uma contraparte para a area já mostrada na light novel Fúria do Vento, Áurea. Enquanto Áurea é bem mais colonialista e imperialista, Todas as cidades-livres, incluindo ai Eschester, tem esse viés mais progressista. A estrutura usada para catalogar a cidade é a mesma vista no suplemento de Tormenta, da sua época de D20 System, o Reinado. Existem uma ou outra modificação, porque a estrutura do suplemento de Tormenta tem a ver com reinos, e esse post tem como alvo uma cidade apenas. Uma cidade cheia de coisas, entretanto. Vamos à Eschester.
ESCHESTER
HistóriaUm dos três grandes grupos migratórios, que colonizaram à ilha das cidades-livres, foram os que hoje são chamados estrinos, easterns na língua nativa. Enquanto os montagneburgos foram para o oeste, e os fumorinnitas foram para o sudeste, os estrinos foram para o norte da ilha, fazendo com que o nome da cidade, uma região do lugar de origem desse povo, não fizesse tanto sentido.
O que levou os estrinos a colonizar à ilha junto dos outros homens-livres, foi justamente a liberdade. As regras distópicas e tirânicas da Federação fizeram com que a classe burguesa da região original, chamada Eschester, buscasse um novo ponto para um começo mais correto.
O homem que liderou o povo para a ilha inabitada foi Rex Treznor, um então progressista, que produzia os melhores veículos movidos a cavalo da Federação. Sua veia empreendedorista fez com que aprendesse um tanto sobre os motores que os pods usavam e ele começou os desenhos para um veículo terrestre que podia ser tão potente quanto. Nada que um bom cavalo pudesse suprir, mas a ausência das pausas talvez fosse bem vista.
Rex Treznor, junto com muitas outras famílias da antiga Eschester, encontraram uma área bastante verde, próxima a uma floresta bastante densa e ali estabeleceram sua nova cidade. Era óbvio que a antiga Eschester, ligada à Federação estava morta, sem toda a criatividade e influência das famílias burguesas que migraram, então Nova Eschester não era uma opção. O Nova foi tão suprimido quanto o antigo pedaço de terra no coração dos estrinos.
O crescimento da cidade foi algo apenas natural, dada a qualidade do material humano que a fundou. Eschester floresceu como uma cidade comercial e expandiu sua influência ajudando a bancar as cidades gêmeas, Winport e Woutport, que liga o continente à ilha. É também um feito de Eschester a pequena cidadela universitária de Cantabridge, onde a magia foi estudada pela primeira vez nas Cidades-Livres.
A posição estratégica e as tomadas de decisão daquele que viria se tornar a primeira figura de autoridade da cidade, o Camarista Rex Treznor, fez com que enfim o progresso que ele tanto almejasse se concretizasse. Os veículos terrestres com motores à la pods, chamados por ele de carros, ainda é exclusivo de uma parcela muito abastada da população, um grupo que é chamado entre o populacho de 3%, as famílias mais ricas da cidade.
Fora os carros, os avanços conseguidos ainda no período em que Rex Treznor era camarista de Eschester, foram a fundação dos bancos privados, para financiar todo o tipo de casas de consumo e serviços que suas mentes criativas conseguiram pensar.
Muitos feitos foram conquistados pelos camaristas que vieram depois de Rex Treznor, a união para a construção da Estrada Triangular, uma empreitada que liga as três maiores cidades da ilha, a própria Eschester, Telbarand, à sudoeste, e Fumorinni, vem sendo tida como o maior deles desde às cidades gêmeas.
E não é como se eles fossem parar, muitos projetos ainda estão sendo rascunhados, desde coisas para facilitar o dia-a-dia, como coisas que podem mudar o status quo dos Quatro Ventos.
Clima e Terreno
É normal que um dia em Eschester seja um dia chuvoso. Pela maior parte do ano, mesmo em alguns dias específicos do verão, caem chuvas, não tão fortes, de maneira consistente. O clima muda um pouco no verão, quando a temperatura sobe um pouco nos dias do meio da estação, e no inverno, quando existe neve e os termômetros podem chegar em temperaturas negativas.
Eschester está inserida em uma região de pradaria, com realmente muitas poucas árvores. Dada a natureza dos colonos, esse fato não foi tão problemático, já que eles preferem trabalhar com minerais, e não vegetais. Os minerais, por outro lado, são bastante abundantes. Visto que fora da cidade existem algumas elevações, algumas chegam a serem montanhas de fato, e dentro delas muito metais podem ser encontrados para produção tanto de recursos como de edifícios.
Cidades Próximas
Existem três cidades com as quais Eschester faz um contato mais direto, em níveis diferentes, mas mesmo assim, todos bem constantes. À noroeste está Cantabridge, conhecida como a cidadela-universitária, que foi fundada pelos estrinos com a intenção de suprir a carência de toda a ilha em produzir tanto produtos mágicos quanto os próprios magos. Por ser uma cidade patrocinada, desde a sua fundação, por Eschester, ela está a uma distância de apenas um quarto de dia da sua cidade mãe. Aumentando à confluência de magos em Eschester, e também de produtos mágicos.
A outra cidade que Eschester ajudou a construir, das que estão próximas a si, foi Woutport, que junto com Winport, são chamadas de Cidades Gêmeas, e ligam o continente à ilha, por uma faixa de água tão pequena que é conhecida por Gargalo das Cidades Gêmeas. Woutport e Winport são cidades espelhadas, ou seja, próximas ao porto elas foram construídas de maneira semelhante, com os mesmos prédios nos mesmo lugares, cada um se afastando para o seu próprio interior, como seria o natural. Os desenhos foram feitos pelos povos mahaari da região continental ali próxima e os estrinos ajudaram construindo de fato aquelas ideias. Isso faz com que Woutport seja uma cidade peculiar, com arquitetura mahaari nas cidades livres.
A última cidade está ao sudeste de Eschester, na Área Arborífera Central, que é como os povos livres chamam a floresta que toma todo o meio da grande ilha. Uma civilização diferente da que os outros colonos também fundaram uma cidade, na ponta dessa floresta. A cidade se chama Petrarca, e é a que possui menos contato com as demais, de todas as cidades da ilha. De qualquer forma, os estrinos fizeram questão de passar a estrada triangular por dentro da cidade desse povo da floresta, como sinal de amizade e buscando uma boa convivência. Afim também de incentivar o comércio e a troca de conhecimento. O povo da floresta se mostrou um tanto avesso às tecnologias que os estrinos apresentavam e os estrinos encontraram na rudeza das ações do povo da floresta um impedimento para continuar esse intercâmbio de informações. Hoje o povo da floresta tolera a passagem dos carros e carruagens que trafegam pela cidade, graças à estrada, e abriga os viajantes em suas estalagens, mas as coisas não vão muito além disso, com o agravante do próprio povo da floresta não sair muito da Área Arborífera Central.
População
A população de Eschester conta com 2.300.000 habitantes, o que de fato não é um número tão grande em comparação com as maiores cidades da Federação. Homens Livres (92 %), Sobotikovita (5%), Mahaari (2%), outros (1%).
Quando se fala do estrino padrão, ainda hoje, pode-se dizer que as características marcantes são a pele clara, apesar de não ser tão clara quanto a de um aurean, os cabelos ruivos, e em alguns casos castanhos, apesar de desde que os sobotikovitas erigiram o seu bairro e algum contato social foi travado com os estrinos já residentes, isso há décadas, já se vê um número maior de estrinos de cabelo loiro. Os homens são caracteristicamente altos, e as mulheres não costumam passar dos 1,75 metros.
As características que definem um estrino podem ser ainda a de seus colonos de muito tempo atrás, mas mesmo assim é notória a natureza mercantil desse povo, e com isso, a facilidade em se relacionar com os outros povos dos Quatro Ventos. Mesmo tendo tido problemas recentemente com os mahaari, mais especificamente com alguns povos mais beligerantes, eles continuam incentivando a migração destes como sinal de paz, mesmo que a contragosto de uma parte receosa da burguesia.
A maioria dos aureans que residem em Eschester estão estudando em Cantabridge ou já são formados, que estão investindo em serviços, num lugar muito propicio e aberto para isso. Há ainda um punhado de povo das montanhas querendo cuidar de sua vida em uma cidade grande o bastante para que eles não sejam vistos como muito diferentes. Um ou outro homem dos campos, afim de estudar sobre os motores dos veículos terrestres de Eschester pode ser encontrado. Qualquer coisa diferente disso, provavelmente é um passageiro tentando chegar em Woutport para ir ao continente, um pretenso estudante, ou professor, de magia, indo para Cantabridge, ou um continental querendo seguir à estrada triangular.
Figuras de Poder
Como todas as cidades da ilha, Eschester ainda segue a estrutura de poder das cidades da federação, ainda que com algumas adaptações situacionais. O líder geral de Eschester é chamado de Camarista. O dever principal desse camarista é o de fazer com que a cidade nunca deixe de progredir e controlar a provável bagunça que uma expansão desenfreada possa gerar. Controlar quem pode fazer o que aonde é uma das funções que também pode ser considerada vital para a ordem da cidade. O cargo de camarista está livre para qualquer cidadão nascido em Eschester que tenha mais de 30 anos, sendo exercido pelos próximos dez anos, contando a partir da cerimônia de nomeação.
A atua camarista de Eschester é Leyla Vaharsmoot, uma mulher que tem a fama de sempre conseguir o que quer e de ter uma sorte sobrenatural ao seu lado. O seu mandato vem sendo considerado de uma competência comparada à de Rex Treznor, ao menos em termos expansionista, fundando em seu tempo de cargo três novos bairros, um deles o dos imigrantes sobotikovitas, que estavam espalhados nos bairros onde ficavam os de menor poder aquisitivo.
Os outros cargos de poder da cidade são os de Condestável, o líder militar interno, o de Emissário, que acumula as funções de diplomata e líder militar externo, e o de Grão-Artífice, que supervisiona os comércios e a produção de novos produtos, tantos mágicos quanto mundanos. Todos com a duração de cinco anos, podendo serem reeleitos ainda uma vez.
Eschester se orgulha de ter sido a primeira cidade da ilha a adotar a democracia como sistema de governo, e vem funcionando dessa forma desde sua fundação. O povo elegeu Rex Treznor como camarista, e também todos os outros cargos de liderança.
Bairros de Destaque
Great Alley
Turistas que querem comprar coisas que o farão lembrar de sua visita à Eschester, normalmente, vai comprar algo em Great Alley, o maior conglomerado de mercados de toda a ilha, competindo com o Grande Mercado de Telbarand por esse título.
Se alguém precisa de uma arma, ele vai conseguir em Great Alley. Se ele precisa de uma tina, ele vai conseguir em Great Alley. Se esse alguém precisar de um dinossauro, não seria de se estranhar que ele conseguisse um em Great Alley. É aqui ainda que as maiores lojas de veículos, motorizados ou movidos à cavalos, inclusive cavalos separados, se encontram. O negócio é que se você precisa comprar alguma coisa, essa coisa deve estar em Great Alley.
Diamondville
Esse bairro foi construído para ser a residência de Rex Treznor e de seus amigos próximos. Com a expansão e aglutinação de bairros menores que se tornaram obsoletos, muitos anos depois, esse se tornou o local onde uma pequena parcela seleta da população mora em casas gigantescas com jardins estupidamente grandes.
Nos últimos anos, principalmente com os esforços da camarista atual, alguns comerciantes de nem tão prestígio quanto os magnatas que já moravam lá, estão tendo acesso a casas, um tanto quanto mais modestas, é verdade, mas mesmo assim, muito mais opulentas do que as vistas nos outros bairros residenciais.
Tillearn
A área educacional que fica colada à Diamondville e é para onde os magnatas de lá enviam seus filhos para estudar o que eles quiserem. Esse é um complexo tão grande que ocupa o tamanho de um bairro normal. É o que os estrinos chamam de campus.
Por ser voltado, principalmente, para os filhos dos magnatas, e dos ricos que estão afim de se exibir gastando um pouco mais do que deveriam, qualquer área de conhecimento que tenha livros o suficiente e alguém para ensiná-la pode ser aprendida em Tillearn.
Tillearn foi o projeto de bairro de um camarista de décadas passadas, chamado Blake Raven, para se aproximar dos magnatas que faziam parte de um grupo secreto, conhecido apenas como O Chapéu, e por isso tem esse foco.
Aparentemente essa sua jogada deu certo para Blake, que morreu como um fiel participante do grupo.
Bravínia
Nas últimas décadas, quando começou a surgir um êxodo sobotikovita em direção às Cidades Livres, era comum vê-los espalhados por Amal, o bairro construído para os mahaari, e os bairros dos próprios estrinos que não deram tão certo, como Opportunity e Solarbeam.
Por causa dos conflitos que acontecem na região do sul da federação, foi apenas natural que muitos sobotikovitas tivessem essa vontade de fugir, mesmo com o estereótipo de povo guerreiro. Muitos foram para às Cidades Livres, e os que foram para Eschester se viram com um problema para florescer e enriquecer. Todos os postos de dominância já estavam ocupados pelos próprios estrinos e pelos mahaari que tiveram a oportunidade de chegar antes. Tão relegados, os sobotikovitas desse êxodo estavam perdendo sua identidade em Eschester, ou indo em direção a outras cidades que lhe fossem mais calorosas. Leyla então teve a ideia de construir para eles um bairro onde poderiam manter suas tradições e gerar suas próprias oportunidades para crescer.
Esse foi o primeiro projeto finalizado por Leyla.
Little Potion
A demanda por um bairro próprio para a venda de itens mágicos era grande desde a fundação de Cantabridge. Então esse é um projeto que se desenrola desde então, com alguns fracassos no caminho. Esse era considerado um projeto que nunca daria certo, até que Leyla olhou-o com mais atenção e decidiu dar uma chance. Quando ela conseguiu fazer com que Little Potion saísse do papel os boatos sobre sua sorte sobrenatural só aumentaram ainda mais.
Os magos e artífices que trabalhavam em Great Alley tinham muito problema para atrair a atenção em um lugar com tantas outras coisas que não pareciam fazerem sentido estarem juntas. Era muito desperdício. Com Little Potion finalmente acabada, eles puderam ter um lugar onde as pessoas interessadas exclusivamente em seus serviços poderiam procurá-los e encomendar serviços de uma forma mais tranquila e certeira.
Como todos os bairros de Eschester, esse também foi projetado de uma maneira a economizar espaço pra possíveis novas expansões, com uma arquitetura inteligente e agradável aos olhos, além de simples. Mas nem isso fez com que nas partes mais afastadas pudessem ser encontradas lojas de venenos e produtos de natureza mais rasteira.
Pontos de Interesse
Sede Administrativa de Eschester
No Bairro Administrativo Central, e o seu nome extremamente prático, está aglomerado todas as representações administrativas da cidade, tanto executiva, quanto legislativa, quanto judiciária. Muitos edifícios se aglomeram formando quarteirões e quarteirões de pessoas ocupadas com seus passos apressados para compromissos importantes e burocráticos.
Na Sede Administrativa de Eschester, que na verdade são as três construções que compõe a rua principal do bairro, estão os locais de trabalho das três forças políticas, O Gabinete da Camarista Vaharsmoot, a Casa do Conselho de Nobres e o Centro de Justiça Estrino. Esses três edifícios ocupam apenas um lado da rua, com a Casa dos Segundos Poderes tomando todo o outro lado, e sendo o local onde se poderiam encontrar a Condestável Croist, o Emissário Treznor e o Grão-Artíficie Aldemayor.
As construções na rua que compõe a Sede Administrativa de Eschester são baseadas em formas geométricas, e apesarem de serem minimalistas, são feitas com pilastras e adornos e detalhes muito bem exaltados. O que poderia ser uma demonstração de opulência, se alguém que passasse pela rua tivesse tempo para pensar nisso.
Conglomercado das Máquinas
O Conglomercado foi criado com a intenção de juntar todas as fabricantes de veículos terrestres para venderem seus produtos num mesmo edifício, uma forma bastante conhecida de aumentar a competitividade saudável, se assim os competidores quisessem, e ao mesmo tempo fazer com que sua marca fosse conhecida, também.
Obviamente que o Conglomercado das Máquinas ainda tem esse propósito, com mais de quatro andares com veículos e mais veículos expostos para a venda, mas foi uma exigência que um novo andar fosse construído para que, tanto os visitantes quanto os funcionários, pudessem se alimentar propriamente sem que fosse necessário sair do edifício. A praça de alimentação então nascia.
No andar mais alto estão todos os maiores restaurantes da cidade com sua devida filial em miniatura para a satisfação veloz dos compradores e funcionários que passariam ali muito tempo.
A variedade impressiona, já que é possível ver comida de todos os Quatro Ventos sendo bem representados. Foi na praça de alimentação do Conglomercado das máquinas que os sobotikovitas viram a sua primeira oportunidade, e então se empenharam muito, sendo ainda a região com o maior número de restaurantes, mas também os incontestáveis mais dedicados, com seus pratos típicos de Sobotikóvia e misturas de outras regiões, criando algo próprio também. Inventividade culinária se tornou uma marca desses imigrantes desde então.
Aeródromo de Eschester
É de conhecimento em todos os Quatro Ventos que nunca foi o forte da ilha o transporte por vias aéreas, por qualquer que seja o motivo. De toda forma, os estrinos não conseguiam conceber a ideia de não ter um aeródromo, tanto para guarda os pods que por ventura viessem parar na cidade, graças aos turistas, quanto para uma possível expansão nesse sentido, em que toda a ilha também teria essa possibilidade de conexão. Esse projeto também dependia do interesse das outras cidades-livres, o que nunca aconteceu, fazendo com que o projeto morresse.
No final das contas o aeródromo não se tornou totalmente inútil. Uma parte dele conseguiu servir ao propósito original, já que as pessoas de outros lugares, que possuem veículos voadores, continuam chegando sem parar à cidade. Mesmo assim uma grande área dele não seria utilizada, então em uma reunião, os líderes da cidade decidiram transformar essa parte ociosa em uma arena de apresentações.
Existe um bairro inteiro dedicado à cultura em Eschester, chamado Rhapsody, mas os frequentadores, e mesmo as casas de apresentações, tem uma certa seletividade com quem pode assistir o quê. Certas vezes algumas coisas ficam populares demais para que se contenham apenas à Rhapsody, e é aí que o Aeródromo de Eschester entra.
Sempre que um artista muito grande de Telbarand vem se apresentar na cidade, como o trio de bardas robóticas Felice, ou ainda à ilusionista Mindy Astra, ou ainda os Fabulosos Cinco, ele invariavelmente vai se apresentar no aeródromo. Mesmo com o espaço ocupado pelos veículos voadores, ainda é uma arena colossalmente grande. E os veículos trazem uma certa personalidade ao local.
Guildas e Organizações
O Chapéu
Esse é o clube mais famoso de toda Eschester, e com certeza, de toda a ilha. Seus membros são compostos pelos maiores magnatas da cidade. É certo que muitos dos moradores de Diamondville faz parte desse clube, e os poucos que não o são, estão no clube por indicação e comprovação da renda.
As atividades do clube não são públicas, muito menos a sua localização, que se sabe que é fixa porque alguém, que desafortunadamente, mas com razão, foi expulso depois do ocorrido, estava se gabando de ter recém conseguido entrar. Entretanto, ouviu-se falar que o passatempo predileto dos membros do chapéu é a intriga palaciana, a mesma que seus antepassados colonos tanto repudiavam na federação.
O Chapéu é o nome popular do clube, o nome verdadeiro não foi descoberto até hoje. Esse nome surgiu graças ao artefato que os membros do clube usam na cabeça de vez em quando, até mesmo para trabalhar. Um chapéu, que eles mesmo batizaram de Fedora, de aparência elegante.
Contando com todos os fatos obscuros e místicos que cercam esse clube, nem mesmo a forma de ser elegível a uma indicação é conhecida, já que existem pessoas, mesmo moradores de Diamondville, que não estão, e para as pessoas comuns, fariam total sentido estarem dentro do clube, para o bem ou para o mal.
A Associação Popular dos Comerciantes de Eschester
Ao contrário da seletividade vista n’O Chapéu, qualquer trabalhador de Eschester DEVE ser um membro da Associação Popular. A APCE é a organização que controla todos os sindicatos da cidade. Dos pintores, aos cozinheiros. Dos banqueiros aos vendedores de veículos terrestres.
O Edifício da APCE fica no Bairro Administrativo Central, comumente chamado de Centro, em uma de suas ruas transversais, e dos edifícios não-governamentais, ele é com certeza o mais extenso e mais opulento de todos. O motivo para isso são suas intermináveis subdivisões e especificidades.
Um membro da APCE, ou seja, todo o trabalhador da cidade, que já esteja em Eschester há tempo suficiente para a organização, tem algumas responsabilidades quanto a ser um membro. As reuniões de pauta são o motivo que os fazem visitar mais frequentemente o edifício. Também existe uma prova de renovação da sua carteira de membro, que envolve a área de conhecimento mais pertinente para sua profissão e técnicas do próprio ofício, especificamente.
Apesar do caráter extremamente burocrático da organização, os estrinos encaram a APCE como uma vitória da democracia, já que ela é totalmente gerida pelos próprios trabalhadores, com uma rotatividade na presidência bem alta, uma pessoa tem um mandato de apenas um ano, envolvendo todas as profissões. Isso faz com que todas elas recebam atenção em algum momento, aumentando a qualidade geral, o que no fim das contas, foi o motivo da APCE ter sido criada.
Levante Rebelde
Existem pessoas que preferem levar uma vida de uma maneira mais libertina, do que a de um assalariado, ou mesmo não tem essa opção. Nos bairros onde a taxa de desemprego era maior nasceu o Levante Rebelde.
O discurso inicial dos líderes Carl Mercer, também chamado Noodle, e Luke Chester, também chamado Turkey, trazia um forte tom de independência e oportunidades, o que eu consequentemente trouxe esperança à população não tão abastada. O que o Levante se provou no final foi que é apenas um cartel de produção de ervas alucinógenas, como a menta-diabo e a noz-pimenta. Uma com uma alta probabilidade de vício por seu sabor e a última altamente viciante por causa do seu efeito alucinógeno muito potente.
Não demorou para que o Levante Rebelde começasse a cobrar por proteção nos bairros em que produzia e em que vendia seus “produtos”. Essa última ação foi a gota d’água para o condestável em exercício e desde então é dever das forças milicianas conter a expansão dessa guilda.
Os Infiltrados Mhaahari
Houve uma guerra muito sangrenta entre o Norte das cidades-livres e os mhaahari, povo ao norte da Federação. Essa guerra levou muitas vidas e após o fim abrupto, por causas que os populares, de ambas as regiões, não tem ciência, uma política de integração de ambos os lados nasceu. Para que não houvesse problemas parecidos novamente, haveriam povos das cidades do norte da ilha vivendo nas cidades nômades, principalmente Mahakor, e muitos mhaahari iriam viver nas cidades-livres, principalmente Eschester.
Mesmo depois de descobrir os maus entendidos que geraram o conflito entre as duas regiões, alguns mhaahari, mesmo vivendo sob o solo estrino, ainda não aceitam o desfecho final, e seus corações bélicos clamam por continuação do derramamento de sangue. Esses fundamentalistas estão espalhados por todas as camadas da sociedade estrina, muito bem disfarçados, por sinal.
Se você perguntar para qualquer mhaahari sobre a veracidade desses boatos, todos vão ser categóricos em afirmar que isso é apenas uma mentira, alguns irão mais longe e citar pré-conceito, mas entre eles, eles sabem que a revelação dessa verdade está para explodir, e para aqueles que não compactuam com os infiltrados, o final pode não ser nada bonito.
Aventureiros
Numa cidade tão rica e cosmopolita quanto Eschester, não podia ser diferente. A maior incidência de aventureiros são de ladinos. São muitas oportunidades para que não fossem atrair tipos, dos mais variados, de bandidos. Qualquer tipo de ladino pode ser encontrado em Eschester, desde os mais físicos aos mais escusos. Deixe sua imaginação rolar por alguns segundos... Sim, esse tipo de ladino também.
Há em grande parte da população um senso de dever, então as fileiras das milícias estão cheias de guerreiros, pensando justamente em combater a profusão de ladinos que assola a cidade. Existem muitos guerreiros agindo por conta própria, e também com seus respectivos grupos de aventureiros, para abaixar a criminalidade. Essa questão ainda é uma pauta muito dividida quando posta para debate pelos líderes políticos, mas ainda não é proibido a caça à bandidos em Eschester, uma parte desses líderes inclusive apoia e incita publicamente a prática.
Classes conjuradoras são raras na ilha inteira, mas alguns magos, alquimistas e artificies que imbuem essência mágica em armas e armaduras estão presentes, graças à Cantabridge, à Cidadela-Universidade.
Qualquer coisa muito diferente disso é estranho aos cidadãos, apesar de, além dos aspectos cosmopolitas, nenhuma classe vai ser totalmente vista com maus olhos, tirando os ladinos, obviamente. Quanto mais forças para derrotar os ladinos a cidade tiver, melhor.
