Mais uma vez, um artigo sobre o cenário Brumas de Sangue, vejam vocês! O artigo de hoje é direcionado para as dez regiões de Vortúmbria, o continente Norte, e principal de Velynian. Esse artigo ainda segue o esquema do artigo anterior em que as descrições dos locais aqui são feitas por pessoas de dentro do próprio cenário... Hey, eles são reais no seu coração! Aqui há uma variedade bem grande de estilos e abordagens, de uma letra de rap traduzida até um pedaço de um livro religioso, da Deusa da Bonança Chantelle, inclusive. Pode ser um mini-game por si só entender as estruturas e deduzir o que é cada coisa, mas é bem variado mesmo... Nunca mais isso se repetirá dessa forma. Para deixar em termos neutros, é caótico! O gimmick era usar personagens que são de lugares diferentes da regiões retratadas, fazendo com que as ditas regiões sejam expostas de uma maneira bem parcial. Para acalmar corações mais exaltados, artigos virão para todas essas coisas, e outras que ainda estou preparando, nesse formato. E eles serão convencionais, para que a seja o mais informativo possível. Espero que apreciem a ideia, e boa leitura!
A Geografia de Velynian
Deserto de Abkham-Traster (Trecho retirado de “Blight Future”, por Phillip “Keen” Hornwell)
“Uma vez uma terra fértil, que era o foco
Alcançando o máximo de expansão, irmão do império
Que estava louvando as florestas
Agora cheia de areia por magia o salvador odiado emergiu
Mas foi sábio, e cumpriu seu acordo
Agora o povo do vale são lycans por seu comando
Todas as cidades de pecado estão condenadas, com o perfume das cinzas
Tristeza obscena cresceu como um punho, com carga para esmagar
Os quatro imperadores da areia agora sabem como dis
Respeito é o que eles almejam, o faro os fazem não doentes
Quatro bastiões agora completos, para jogar luz no poço
Cheio de pó, levantando de novo, com as cinzas levando para Kandrim e além
Abrecado caiu com suas fontes, é hora de retomá-las de suas correntes
Nas garras da besta mago em vão, perdeu para a incomensurável arcana
Pondo guerreiros de joelhos, e daí?
Nós sabemos quem reinará o final.”
Império Santagar (Trecho retirado de “Almedinghazih”, por Alka-rayih-Furchu)
“E o arcano perdeu para a serpente de ferro, que o sugou para o norte.
Não era totalmente o Norte, mas lá ele parou.
Estava além do bolsão do vale, nas terras da boca.
O império carniceiro o sufocava com sua presença de morte e degradação.
O arcano se escondeu como pode, buscando voltar para as terras de magia.
Ele se escondeu da serpente dourada em Gwaco, a terra mais pútrida do império carniceiro, e então se escondeu em Brötengart onde o metal fazia som e emitia um odor igual ao do sangue no ar.
Ele passou por Deneve e pelas terras da corte, onde tudo que via era o fim da magia, e o crescimento das zombarias palacianas e das intrigas que corrompem a alma.
Então o arcano conseguiu fugir para o vale, para se proteger de tudo de ruim que existia no império carniceiro, mas então a serpente de ferro, e suas crias o acharam.”
Liga do Norte (Trecho retirado de “Sichere Eis”, por Vongol)
“Eram belas as montanhas por qual o Cavaleiro do Dragão passava. Mas ele já tinha deixado à Montanhese, e estava agora no berço dos gigantes. A Liga do Norte mesclou a cultura dos homens do vale com a dos gigantes de gelo e assim nasceu a maior força do mundo. Todas as diretrizes, todas voltadas pelo povo.
Campos, sem fim, de abundância de grãos e de plantas. O Cavaleiro do Dragão tirou seu elmo para contemplar melhor aquela beleza. Ele fez com que Drokona pousasse em solo tão fértil para que pudesse sentir o cheiro da vida melhor, e recarregasse suas forças contra o maléfico Rei Quimera, aquele que possuía todas as faces.
Em sua jornada para o leste, ele cruzou por Beilerivhov, e por Sandoval e por Rosmandia, e por reinos dos gigantes, e também por outros reinos da Liga do Norte, e também pelo reino de Garth. Ele viu o Rei de Todo o Frio pelos ombros de Drokona, vigiando os mares gelados do Norte, como se protegesse o continente de um mau indescritível.
O Cavaleiro Dragão se perguntava como era possível tamanha abundância em terras tão geladas, mas isso foi antes de passar pela Liga do Norte nas costas de Drokona, o Primeiro dos Três Reis Balrogs. Algumas partes sim, tinham abundância, mas eram próximas as Terras Férteis, ou à Montanhese. No extremo norte, só existia gelo e talvez algum peixe pra comer de baixo de todo ele.”
Montanhese (Trecho retirado de “M’Phiri”, por Olmandeoca Pa’Sascuata)
“Psetauchla, o Deus Urso nasceu dos desejos de Melosoahupa, o pai, explicados para Tsopletan, ainda mortal, mas depois Deus Leão. Tsopletan, ainda mortal, se dirigiu então para o norte, para as terras de todas as pedras, onde iria esculpir Psetauchla a partir de uma montanha. O Deus Leão então avistou ao longe uma única montanha, que era feita de várias montanhas empilhadas uma em cima da outra. Foi quando Tsopletan escolheu a montanha da base, que segurava todas as outras suspensas, para moldar Psetauchla.
O trabalho de Tsopletan durou centenas de anos, mas também não durou tempo nenhum, já que Melosoahupa havia congelado a realidade em sua volta para que pudesse levar o tempo que fosse necessário e criar o deus mais resistente de todos. E foi isso que Tsopletan fez durantes mais de duzentos anos de trabalho que passaram apenas para ele. Em que ele quebrava as pedras da base da montanha infinita, e então ia surgindo o Deus Urso.
Assim que o trabalho de Tsopletan foi finalizado por ele, depois de todas as batidas precisas, mas fortes nas pedras, ele foi denominado o deus da força, o Deus Leão, e transcendeu antes de ver sua obra ganhar vida, mas não demorou nada para que Psetauchla acordasse. E então ele se espreguiçou. Por causa disso, ele não precisava mais segurar as montanhas empilhadas em cima dele, que e espalharam à sua volta, se tornando então 63 montanhas gigantes, mas não tão grandes como a montanha infinita fora. Tsopletan havia transcendido, mas as aventuras para que pudesse Psetauchla se transformar por fim no Deus Urso estavam apenas começando.”
Murodan (Trecho retirado de “Chimaera”, por Silas Mañana)
“Seus imbecis sem mãe. Se eu tô dizendo que eu atravessei o muro então eu atravessei. Eu posso descrever todas as bostas que tinham do lado de lá tim tim por tim tim, nem é tão difícil, já que aquele lugar é cheio de mato. Sim, tem um monte de quimeras espreitando em cada porcaria de folha caída no chão. Aquilo sim era o verdadeiro abismo! Uma versão do abismo que é verde, e é melhor pra respirar.
Eu provo meu ponto nos detalhes, seus boçais. Eles não têm cidades lá, só tem mato onde eles ficam se devorando e se fortalecendo. Um monte de bicho com olho arrancado, com três patas, quando obviamente é um quadrúpede. Vocês acham esse desertinho de merda aqui inóspito? Os macacos andam por aí em tartarugas gigantes como se tivessem passeando por um parque do império, isso aqui é moleza demais.
Mas a cidade daqueles bichos era muito estranha, distorcida. Sei lá eu o nome daquela birosca! E pra que eu ia querer saber disso? Além do mais, pra quem eu ia perguntar isso? Vocês só podem ter algum tipo de dificuldade mental, estou constatando. Que dificuldade! Só sei que tinha umas quimeras voadoras lá. Só não me pergunte como os heróis conseguiram prender quimeras voadoras do lado de lá. E muito menos do porquê delas ainda estarem lá. Eu fiquei tão surpresos quanto vocês estão agora.”
Reinos da Magia (Trecho retirado de “Za Kaosu”, por Tominaga Araki)
“Depois que o muro se ergueu em 1931, não se teve mais informações de como os Reinos da magia se desenvolveram. As especulações levam a crer que, pelo território da qual o muro está sobre, é possível que dois novos reinos foram fundados. Os shittani, também conhecidos como djinni de fogo, apareceram na superfície, oriundos do Fosso de Bastiel, o mesmo da qual saíram os anões, e pelas conjecturas, teriam direito, e status interno para pleitear um reino para seu povo.
A divisão local então ficaria dividida entre os três reinos humanos, Astur, Gamanan e Oliscênia; os cinco reinos dos elfos locais, Bomban, Faminun, Ospar, Latandel e Sortur; o reino anão de Sjeranin, e os então dois novos reinos, um shittani e um dos outros povos que já se encontravam dentro dos muros. Uma possibilidade, não descartada, pode ser a de que os shittani tenham dois reinos novos. Alguma coisa precisa ser feita para que essa informação seja coletada, e o imperador já está a par disso.”
Run (Trecho retirado de “Muro Insormontabile”, por Dátolo Verdonni)
“E assim então, foi dividida a grande, porém estreita, faixa de terra que chamamos de Run. Contando do Norte para o Sul, construímos o acampamento dos arqueiros, onde Espellon treina os heróis que resolveram seguir esse caminho, no centro está o grosso de soldados de armas, e também a chamada capital de Run, que só é chamada dessa forma mesmo, já que não temos tempo para nomes, e ao Sul, aqueles alquimistas estão construindo o labirinto, já que é a parte mais frágil do muro, por conta do terreno menos elevado. Esperemos que dê tudo certo. A nossa tecnologia gnômica está sendo de muito bom uso em todos esses setores, e assim mais assentamentos vêm sendo erigidos. Obviamente, a intenção é que nenhuma parte do muro fique desguarnecida sob nenhuma hipótese.
Dia após dia, muitos dos heróis do mundo chegam por toda essa faixa de terra, que não me sinto seguro ainda para chamar de reino. Toda a ocupação será feita de maneira rápida, e se os poderes administrativos forem decididos tão rapidamente quanto parece ser o caso, será também feita de forma ordenada. Existem alguns nomes para o cargo de líder dos Guardiões de Run, infelizmente nenhum gnomo, mas dois gigantes, um humano e um jidjab. Um necromante como líder da ordem pode ser um pouco demais, mas não podemos negar que seria um método efetivo. Muitos jidjab já vêm dos Reinos da Magia de qualquer forma. Podemos aguardar os próximos passos dessa empreitada de camarote de toda forma, o nosso trabalho com o nosso maquinário está quase concluído.”
Sul no Norte (Trecho retirado de “Another World”, por Dick Bellamy)
“Com a abertura proveniente do surgimento da floresta ao leste de Vortúmbria, toda essa fauna, flora, toda essa ecologia, se espalhou de Setsuri para cá. Obviamente, foi Tohonakumori que nos proporcionou a descoberta de uma fauna tão rica, mas por causa disso, também descobrimos os elfos do Sul, que se chamam de zerufi, os wukongs, os elvens e os kitsunejins. Os povos de lá da qual já tivemos contato.
Os elfos zerufi dizem que as maravilhas para lá da floresta portal de Tohonakumori são ainda mais indescritíveis, o seriam para nós, já que para eles é algo comum. Por isso mesmo, eu pedi a ajuda de Tao Lao, um amigo wukong vermelho para desbravar o que existe além das folhas dessa floresta portal.
Uma coisa a ser comentada, antes mesmo de minhas anotações chegarem de fato até Setsuri, é o fato de existir todo um império por entre aquelas árvores, um império élfico, que é o povo que transformou a floresta de Tohonakumori no que ela é hoje. Eles chamam tanto o império, quanto à cidade capital de Hikari. Mas essa história ainda será contada, entretanto não por mim.”
Terras Férteis (Trecho retirado de “Stor Jorden”, por Mass Blübasel)
“Chantelle então chegou a casa de Hluda e a ela se dirigiu pedindo por água.
Hluda não negou de sua água a Chantelle pois essa sabia quem Chantelle era e fazia.
Então Hluda perguntou à Chantelle: “O que fazes em Ollymund, cidade desenvolvida tal que fazendas não existem mais?”
E Chantelle sorriu à Hluda e lhe disse: “Eu busco um pequeno abrigo daqueles que não me compreendem. Daqueles que me caçam, a Caçada Sangrenta.”
Hluda pôs uma cadeira para Chantelle que chorava pelo seu infortúnio e assim se pôs a chorar Hluda também.
Chantelle tinha passado por Athala algumas vezes, e sempre Hluda haveria de recebe-la. Mas não estava mais tão próxima das terras frias dos povos gigantes. Se dirigia ao sul, para o mar escaldante.
Havia Chantelle passado por Fridunanta, e por Dorcha, e por Lothringen, e também por Wihda, onde está o chamado Camposanto, terreno profano dos maléficos da Caçada Sangrenta. Onde a confundiram com um ser da floresta, com uma quimera a ser exterminada.
A Caçada Sangrenta não via a divinança de Chantelle como uma benção, da forma que ela via, e assim pois, queriam exterminá-la, até chegarem à Ollymund, terreno neutro como todas as relíquias das Terras Férteis.
Hluda entendia a divinança de Chantelle por já ter presenciado sua benfeitoria quando morava na monéria de Fridus, e Chantelle fez a plantação crescer sem tempo algum.
“Mesmo se eu tiver que morrer para que essas terras sempre produzam, eu me sacrificarei pelo bem de todos os povos.”
A lágrima de Chantelle caiu no chão e gerou um broto de feijão, que ela deixou ali como um presente à Hluda, por ter sido fiel a ela, como sempre fora.”
Terras-Quartel (Trecho retirado de “O Xamã Guerreiro”, por Heitor Llosa)
“E esse foi o fim da jornada de Shtetlan, fora das planícies vermelhas do Leste. Ele voltou para as Terras-Quartel. Ele chegou na primeira aldeia ao passar pelo portal dos Reinos da Magia em poucos dias de viagem, e em nenhum desses dias ele largou seu machado de ossos. Ele não poderia mais fazer isso até o fim dos seus dias. Sua grande benção que lhe conferiria todos os seus poderes, tragados das brumas de sangue, era agora também a sua maldição. A sua herança maldita que o faria recordar-se de sua mais dolorosa e magnânima falha perante à existência, ao deixar seu Kastyel morrer.
Ele já via as abobadadas de couro das casas e dos centros de treinamentos de Enauak, a borda da incivilização e da barbárie, como o povo dos Reinos da Magia os chamavam a todos os orcs. Seus olhos brilhavam de saudades, mas seu caminho ainda era longo. Tinha de chegar à Anokakaak, para reportar sua volta à Ghar, o grande líder das planícies. Shtetlan mal se continham em júbilo junto as suas novas habilidades, e mostra-las à Ghar seria ainda mais glorioso, apesar dos percalços.”
“Uma vez uma terra fértil, que era o foco
Alcançando o máximo de expansão, irmão do império
Que estava louvando as florestas
Agora cheia de areia por magia o salvador odiado emergiu
Mas foi sábio, e cumpriu seu acordo
Agora o povo do vale são lycans por seu comando
Todas as cidades de pecado estão condenadas, com o perfume das cinzas
Tristeza obscena cresceu como um punho, com carga para esmagar
Os quatro imperadores da areia agora sabem como dis
Respeito é o que eles almejam, o faro os fazem não doentes
Quatro bastiões agora completos, para jogar luz no poço
Cheio de pó, levantando de novo, com as cinzas levando para Kandrim e além
Abrecado caiu com suas fontes, é hora de retomá-las de suas correntes
Nas garras da besta mago em vão, perdeu para a incomensurável arcana
Pondo guerreiros de joelhos, e daí?
Nós sabemos quem reinará o final.”
Império Santagar (Trecho retirado de “Almedinghazih”, por Alka-rayih-Furchu)
“E o arcano perdeu para a serpente de ferro, que o sugou para o norte.
Não era totalmente o Norte, mas lá ele parou.
Estava além do bolsão do vale, nas terras da boca.
O império carniceiro o sufocava com sua presença de morte e degradação.
O arcano se escondeu como pode, buscando voltar para as terras de magia.
Ele se escondeu da serpente dourada em Gwaco, a terra mais pútrida do império carniceiro, e então se escondeu em Brötengart onde o metal fazia som e emitia um odor igual ao do sangue no ar.
Ele passou por Deneve e pelas terras da corte, onde tudo que via era o fim da magia, e o crescimento das zombarias palacianas e das intrigas que corrompem a alma.
Então o arcano conseguiu fugir para o vale, para se proteger de tudo de ruim que existia no império carniceiro, mas então a serpente de ferro, e suas crias o acharam.”
Liga do Norte (Trecho retirado de “Sichere Eis”, por Vongol)
“Eram belas as montanhas por qual o Cavaleiro do Dragão passava. Mas ele já tinha deixado à Montanhese, e estava agora no berço dos gigantes. A Liga do Norte mesclou a cultura dos homens do vale com a dos gigantes de gelo e assim nasceu a maior força do mundo. Todas as diretrizes, todas voltadas pelo povo.
Campos, sem fim, de abundância de grãos e de plantas. O Cavaleiro do Dragão tirou seu elmo para contemplar melhor aquela beleza. Ele fez com que Drokona pousasse em solo tão fértil para que pudesse sentir o cheiro da vida melhor, e recarregasse suas forças contra o maléfico Rei Quimera, aquele que possuía todas as faces.
Em sua jornada para o leste, ele cruzou por Beilerivhov, e por Sandoval e por Rosmandia, e por reinos dos gigantes, e também por outros reinos da Liga do Norte, e também pelo reino de Garth. Ele viu o Rei de Todo o Frio pelos ombros de Drokona, vigiando os mares gelados do Norte, como se protegesse o continente de um mau indescritível.
O Cavaleiro Dragão se perguntava como era possível tamanha abundância em terras tão geladas, mas isso foi antes de passar pela Liga do Norte nas costas de Drokona, o Primeiro dos Três Reis Balrogs. Algumas partes sim, tinham abundância, mas eram próximas as Terras Férteis, ou à Montanhese. No extremo norte, só existia gelo e talvez algum peixe pra comer de baixo de todo ele.”
Montanhese (Trecho retirado de “M’Phiri”, por Olmandeoca Pa’Sascuata)
“Psetauchla, o Deus Urso nasceu dos desejos de Melosoahupa, o pai, explicados para Tsopletan, ainda mortal, mas depois Deus Leão. Tsopletan, ainda mortal, se dirigiu então para o norte, para as terras de todas as pedras, onde iria esculpir Psetauchla a partir de uma montanha. O Deus Leão então avistou ao longe uma única montanha, que era feita de várias montanhas empilhadas uma em cima da outra. Foi quando Tsopletan escolheu a montanha da base, que segurava todas as outras suspensas, para moldar Psetauchla.
O trabalho de Tsopletan durou centenas de anos, mas também não durou tempo nenhum, já que Melosoahupa havia congelado a realidade em sua volta para que pudesse levar o tempo que fosse necessário e criar o deus mais resistente de todos. E foi isso que Tsopletan fez durantes mais de duzentos anos de trabalho que passaram apenas para ele. Em que ele quebrava as pedras da base da montanha infinita, e então ia surgindo o Deus Urso.
Assim que o trabalho de Tsopletan foi finalizado por ele, depois de todas as batidas precisas, mas fortes nas pedras, ele foi denominado o deus da força, o Deus Leão, e transcendeu antes de ver sua obra ganhar vida, mas não demorou nada para que Psetauchla acordasse. E então ele se espreguiçou. Por causa disso, ele não precisava mais segurar as montanhas empilhadas em cima dele, que e espalharam à sua volta, se tornando então 63 montanhas gigantes, mas não tão grandes como a montanha infinita fora. Tsopletan havia transcendido, mas as aventuras para que pudesse Psetauchla se transformar por fim no Deus Urso estavam apenas começando.”
Murodan (Trecho retirado de “Chimaera”, por Silas Mañana)
“Seus imbecis sem mãe. Se eu tô dizendo que eu atravessei o muro então eu atravessei. Eu posso descrever todas as bostas que tinham do lado de lá tim tim por tim tim, nem é tão difícil, já que aquele lugar é cheio de mato. Sim, tem um monte de quimeras espreitando em cada porcaria de folha caída no chão. Aquilo sim era o verdadeiro abismo! Uma versão do abismo que é verde, e é melhor pra respirar.
Eu provo meu ponto nos detalhes, seus boçais. Eles não têm cidades lá, só tem mato onde eles ficam se devorando e se fortalecendo. Um monte de bicho com olho arrancado, com três patas, quando obviamente é um quadrúpede. Vocês acham esse desertinho de merda aqui inóspito? Os macacos andam por aí em tartarugas gigantes como se tivessem passeando por um parque do império, isso aqui é moleza demais.
Mas a cidade daqueles bichos era muito estranha, distorcida. Sei lá eu o nome daquela birosca! E pra que eu ia querer saber disso? Além do mais, pra quem eu ia perguntar isso? Vocês só podem ter algum tipo de dificuldade mental, estou constatando. Que dificuldade! Só sei que tinha umas quimeras voadoras lá. Só não me pergunte como os heróis conseguiram prender quimeras voadoras do lado de lá. E muito menos do porquê delas ainda estarem lá. Eu fiquei tão surpresos quanto vocês estão agora.”
Reinos da Magia (Trecho retirado de “Za Kaosu”, por Tominaga Araki)
“Depois que o muro se ergueu em 1931, não se teve mais informações de como os Reinos da magia se desenvolveram. As especulações levam a crer que, pelo território da qual o muro está sobre, é possível que dois novos reinos foram fundados. Os shittani, também conhecidos como djinni de fogo, apareceram na superfície, oriundos do Fosso de Bastiel, o mesmo da qual saíram os anões, e pelas conjecturas, teriam direito, e status interno para pleitear um reino para seu povo.
A divisão local então ficaria dividida entre os três reinos humanos, Astur, Gamanan e Oliscênia; os cinco reinos dos elfos locais, Bomban, Faminun, Ospar, Latandel e Sortur; o reino anão de Sjeranin, e os então dois novos reinos, um shittani e um dos outros povos que já se encontravam dentro dos muros. Uma possibilidade, não descartada, pode ser a de que os shittani tenham dois reinos novos. Alguma coisa precisa ser feita para que essa informação seja coletada, e o imperador já está a par disso.”
Run (Trecho retirado de “Muro Insormontabile”, por Dátolo Verdonni)
“E assim então, foi dividida a grande, porém estreita, faixa de terra que chamamos de Run. Contando do Norte para o Sul, construímos o acampamento dos arqueiros, onde Espellon treina os heróis que resolveram seguir esse caminho, no centro está o grosso de soldados de armas, e também a chamada capital de Run, que só é chamada dessa forma mesmo, já que não temos tempo para nomes, e ao Sul, aqueles alquimistas estão construindo o labirinto, já que é a parte mais frágil do muro, por conta do terreno menos elevado. Esperemos que dê tudo certo. A nossa tecnologia gnômica está sendo de muito bom uso em todos esses setores, e assim mais assentamentos vêm sendo erigidos. Obviamente, a intenção é que nenhuma parte do muro fique desguarnecida sob nenhuma hipótese.
Dia após dia, muitos dos heróis do mundo chegam por toda essa faixa de terra, que não me sinto seguro ainda para chamar de reino. Toda a ocupação será feita de maneira rápida, e se os poderes administrativos forem decididos tão rapidamente quanto parece ser o caso, será também feita de forma ordenada. Existem alguns nomes para o cargo de líder dos Guardiões de Run, infelizmente nenhum gnomo, mas dois gigantes, um humano e um jidjab. Um necromante como líder da ordem pode ser um pouco demais, mas não podemos negar que seria um método efetivo. Muitos jidjab já vêm dos Reinos da Magia de qualquer forma. Podemos aguardar os próximos passos dessa empreitada de camarote de toda forma, o nosso trabalho com o nosso maquinário está quase concluído.”
Sul no Norte (Trecho retirado de “Another World”, por Dick Bellamy)
“Com a abertura proveniente do surgimento da floresta ao leste de Vortúmbria, toda essa fauna, flora, toda essa ecologia, se espalhou de Setsuri para cá. Obviamente, foi Tohonakumori que nos proporcionou a descoberta de uma fauna tão rica, mas por causa disso, também descobrimos os elfos do Sul, que se chamam de zerufi, os wukongs, os elvens e os kitsunejins. Os povos de lá da qual já tivemos contato.
Os elfos zerufi dizem que as maravilhas para lá da floresta portal de Tohonakumori são ainda mais indescritíveis, o seriam para nós, já que para eles é algo comum. Por isso mesmo, eu pedi a ajuda de Tao Lao, um amigo wukong vermelho para desbravar o que existe além das folhas dessa floresta portal.
Uma coisa a ser comentada, antes mesmo de minhas anotações chegarem de fato até Setsuri, é o fato de existir todo um império por entre aquelas árvores, um império élfico, que é o povo que transformou a floresta de Tohonakumori no que ela é hoje. Eles chamam tanto o império, quanto à cidade capital de Hikari. Mas essa história ainda será contada, entretanto não por mim.”
Terras Férteis (Trecho retirado de “Stor Jorden”, por Mass Blübasel)
“Chantelle então chegou a casa de Hluda e a ela se dirigiu pedindo por água.
Hluda não negou de sua água a Chantelle pois essa sabia quem Chantelle era e fazia.
Então Hluda perguntou à Chantelle: “O que fazes em Ollymund, cidade desenvolvida tal que fazendas não existem mais?”
E Chantelle sorriu à Hluda e lhe disse: “Eu busco um pequeno abrigo daqueles que não me compreendem. Daqueles que me caçam, a Caçada Sangrenta.”
Hluda pôs uma cadeira para Chantelle que chorava pelo seu infortúnio e assim se pôs a chorar Hluda também.
Chantelle tinha passado por Athala algumas vezes, e sempre Hluda haveria de recebe-la. Mas não estava mais tão próxima das terras frias dos povos gigantes. Se dirigia ao sul, para o mar escaldante.
Havia Chantelle passado por Fridunanta, e por Dorcha, e por Lothringen, e também por Wihda, onde está o chamado Camposanto, terreno profano dos maléficos da Caçada Sangrenta. Onde a confundiram com um ser da floresta, com uma quimera a ser exterminada.
A Caçada Sangrenta não via a divinança de Chantelle como uma benção, da forma que ela via, e assim pois, queriam exterminá-la, até chegarem à Ollymund, terreno neutro como todas as relíquias das Terras Férteis.
Hluda entendia a divinança de Chantelle por já ter presenciado sua benfeitoria quando morava na monéria de Fridus, e Chantelle fez a plantação crescer sem tempo algum.
“Mesmo se eu tiver que morrer para que essas terras sempre produzam, eu me sacrificarei pelo bem de todos os povos.”
A lágrima de Chantelle caiu no chão e gerou um broto de feijão, que ela deixou ali como um presente à Hluda, por ter sido fiel a ela, como sempre fora.”
Terras-Quartel (Trecho retirado de “O Xamã Guerreiro”, por Heitor Llosa)
“E esse foi o fim da jornada de Shtetlan, fora das planícies vermelhas do Leste. Ele voltou para as Terras-Quartel. Ele chegou na primeira aldeia ao passar pelo portal dos Reinos da Magia em poucos dias de viagem, e em nenhum desses dias ele largou seu machado de ossos. Ele não poderia mais fazer isso até o fim dos seus dias. Sua grande benção que lhe conferiria todos os seus poderes, tragados das brumas de sangue, era agora também a sua maldição. A sua herança maldita que o faria recordar-se de sua mais dolorosa e magnânima falha perante à existência, ao deixar seu Kastyel morrer.
Ele já via as abobadadas de couro das casas e dos centros de treinamentos de Enauak, a borda da incivilização e da barbárie, como o povo dos Reinos da Magia os chamavam a todos os orcs. Seus olhos brilhavam de saudades, mas seu caminho ainda era longo. Tinha de chegar à Anokakaak, para reportar sua volta à Ghar, o grande líder das planícies. Shtetlan mal se continham em júbilo junto as suas novas habilidades, e mostra-las à Ghar seria ainda mais glorioso, apesar dos percalços.”
