A Perda

Arte do Livro Sophia's Daughter, da série de RPG's 7th Sea, por: ~Cris Dornaus~

Era um fim de tarde. Ainda era possível ver o sol se escondendo nas montanhas ao oeste. Ilariel estava sentada entre as pernas da mãe, enquanto seu cabelo era devidamente escovado e preso. Havia baús de roupas espalhados pelo quarto de seus pais, que estava recebendo a luz do pôr do sol por dentre a janela descoberta de qualquer cortina. Sob a penteadeira havia uma escova de cabelos, fitas de várias cores, juntas de uma caixinha de joias. Os frascos de perfume estavam perfeitamente alinhados rente ao espelho. Porém, os outros cosméticos se encontravam espalhados pela cômoda. Celestia chorava por, mais uma vez, ter de acompanhar o pai da garota em uma de suas viagens anuais a Northwish, deixando seus filhos para trás. Havia acabado o estoque de tecidos e precisavam viajar até a capital do seu antigo continente para efetuar a compra de mais um lote.
Detestava que Ilariel andasse com os cabelos soltos. Os cachos sempre estavam desgrenhados demais e ela se recusava a cortá-los. Com o tempo, seu cabelo foi clareando levemente em algumas mechas, o que lhes davam um reflexo bonito de se olhar. Sua pele se tornara tão branca quanto fora em sua infância, mas suas bochechas possuíam um leve rubor natural, que combinava com o rosa delicado dos seus lábios. Já havia deixado de ser uma criança. Seu fluxo havia começado há alguns anos, então podiam ser notadas as transformações em seu corpo. Seu quadril, que antes nada havia de avantajado, evoluiu e suas curvas havia se tornado notáveis. Seus seios cresciam redondos e firmes, porém delicados. Já via os seus catorze verões, mas a lua precoce não deixou que ela passasse muito de um metro e cinquenta e oito.
Ilariel se tornara uma moça bela. Mas nada era mais belo que sua bondade. Surrupiava pão e carne seca da cozinha de casa e levava para um casal de velhinhos, que moravam perto da saída da vila, dos quais tinha feito amizade. Brincava com as outras crianças na vila e as arrastava para jantar em sua casa sempre que sua mãe permitia. Acolhia animais feridos e famintos e escondendo-os dentro de seu quarto. Quando era descoberta, pedia para que Adriell convencesse o pai dizendo que era só mais um.
Após um tempo, a porta abriu com as batidinhas do pai.
Está pronta, querida?
A mãe levantou-se e desamassou o vestido, terminando de pôr a rede que prendia o cabelo de Ilariel. Virou-se para a filha e lhe pediu:
Vá chamar seu irmão, já vou sair e quero vê-lo.
Devagar e como uma dama, Ilariel saiu do quarto, mas ao dobrar o corredor, tirou os sapatinhos que lhe apertavam, colocou o vestido no meio das pernas, e saiu saltitando em direção ao jardim.
O irmão estava batendo em um boneco de palha com sua espada de treino e não ouviu a irmã chegar. E também não viu o bolo de folhas úmidas vindo em sua direção. Ao acertá-lo em cheio no rosto, estourou em risadas da parte dela e xingamentos da parte dele.
Limpando as lágrimas, Ilariel, tentando controlar os risos, disse:
Suba, cabeça de vento, mamãe quer vê-lo antes de ir.
Limpando os restos de folhas e terra do rosto, veio em direção à irmã, pisando de propósito em suas azaleias.
Vamos, cara de bunda! — Disse para Ilariel, que com uma carranca, tentava desferir tapas por ter pisado em suas flores, no irmão que parava os mesmos com a maior facilidade do mundo.
Antes de chegar ao quarto, Ilariel colocou novamente os sapatos e adentrou o aposento. Seu irmão ainda tinha terra no rosto, no qual Ilariel limpou com um lenço.
A mãe sorriu docemente arrumou as vestes de Adriell, enquanto beijava a ponta de seu nariz.
Se comportem. Deixamos dinheiro o suficiente no cofre e mais uma sobra. Joshua já está instruído a alimentá-los quando forem à taverna, e Sancho se certificará de que estão bem. Cuidem um do outro como sempre fazem. Estaremos aqui em pouco tempo, então até lá, se cuidem. Amo vocês.
E essa foi a última vez que se viram. O navio afundou perto da costa de Northwish por conta de uma tempestade que destruiu todo o navio mesmo antes de ele alcançar o fundo do mar. Os irmãos estavam sozinhos no mundo e só tinham um ao outro. Desde então, os gêmeos vivem com a promessa de que viverão juntos para sempre.
Em uma tarde, pouco tempo depois da morte dos pais, enquanto lia alguns tomos antigos encontrados no escritório que uma vez fora do pai, Ilariel se deparou com uma lenda que dizia que o amor verdadeiro era ligado por um fio vermelho no mindinho. Naquela tarde, pegou um pouco de tinta vermelha e esquentou uma agulha, e então cravou um laço vermelho no mindinho do irmão e no seu.
A noite daquele dia começou. Chovia de modo que o vento empurrava a água em direção às janelas e o vento chorava como uma viúva. Os trovões estavam caindo perto demais para o gosto de Ilariel e, às vezes, ela gritava assustada por conta do barulho. O quarto escuro era iluminado apenas com a luz dos relâmpagos que caíam de tempo em tempo. Ilariel se encolheu com medo e começou a chorar. Chorar de medo, de insegurança, de saudade dos pais. Até que a porta do seu quarto se abriu e logo se fechou. Passos se aproximavam de sua cama até que uma mão pousou sob seu ombro.
Não consigo dormir com você gritando desse jeito. — Adriell reclamava, sonolento.
Ao virar o rosto, lágrimas escorriam e molhava seus cabelos, que iam, por consequência, grudando no seu rosto. Ao ver que a irmã chorava, bufou impaciente.
Vai mais pra lá, durmo aqui hoje com você. Mas não se acostuma.
Ilariel obedeceu, em silêncio. Estava fria, então Adriell estendeu o lençol sob os dois, e deitaram-se de frente um para o outro. Após um tempo de silêncio, Adriell, com a ponta do lençol, ia suavemente secando as lágrimas da irmã, que sorriu por conta do gesto. Ao terminar beijou a ponta do nariz de Ilariel e ambos adormeceram.
De madrugada, Adriell acordou por conta do calor. Notou que o lençol estava todo em cima de seu corpo, e viu também que havia parado de chover. Aproveitou para levantar e abrir a janela, e uma corrente de vento fresca invadiu o quarto, balançando os seus cabelos e o cheiro da noite estava agradável. Estava todo suado, então tirou a camisa que a esse ponto, o incomodava profundamente. Ouviu uns gemidinhos sofridos, e olhou para trás. Ilariel estava tendo um pesadelo, mas isso foi a última coisa a chamar sua atenção. A camisola de linho branco de sua irmã estava totalmente grudada em seu corpo devido o suor, e levemente transparente. Estava deitada de barriga para cima, e a súbita corrente de ar frio, fez com que sua pele se arrepiasse e seus mamilos se endurecessem. Seus cachos loiros estavam bagunçados, e ele adorava isso. Arfando, voltou a se deitar, mas não foi delicado o suficiente para não acordar Ilariel, que abriu os olhos, zonza, e ao ver que era o irmão, sorriu, e se aninhou em seu peito descoberto, jogando a perna por cima do seu corpo. Ilariel pôde sentir o coração de Adriell acelerar, e sua respiração tremular. Assustada, levanta seu corpo sob o do irmão e o olha nos olhos. Não notou que ao fazê-lo, uma alça da sua camisola caiu, mostrando o começo de um mamilo claro e rígido.
Se sente mal? Está acelerado. — Perguntou preocupada.
Desviando o olhar, Adriell responde:
Estou bem, é só o calor. Volte a dormir.
Aliviada, volta a descansar sua cabeça sob o peito do irmão, que a envolveu com um dos braços. Começa a acariciar seu cabelo, fazendo isso de forma devagar, do couro cabeludo até as pontas, que iam até o final das costas. De um momento a outra, vê que o foco não é mais seu cabelo e sim suas costas, a qual acariciava levemente com a ponta dos dedos. Ia do pescoço até a lombar. Ilariel se arrepiava com a carícia, que retribuía, acariciando o rosto de Adriell com uma das mãos. De repente um relâmpago caiu, um forte estrondo, que foi seguido pela volta da chuva. Pelo susto que havia levado com o barulho, sua mão roçou levemente na poupa de Ilariel. Era macia sob o toque, firme, e voluptuosa. A camisola havia subido por conta da posição em que estava deitada, então a mão de Adriell tocava diretamente a pele fria e arrepiada da nádega de Ilariel, que ao toque do irmão, arfou prazerosamente. Em resposta, Ilariel começou com os dedos, a acariciar os lábios do irmão, que se encontravam úmidos e trêmulos. Timidamente, Ilariel levanta a cabeça para encontrar os olhos do irmão, que encontraram os seus. Aproximando-se timidamente, Adriell toca os lábios de Ilariel com os seus, que responde com sua língua invadindo sua boca. Ao obter a resposta, Adriell agarra firmemente as nádegas de Ilariel, que se beijam apaixonadamente. Após um tempo de se entrelaçarem aos beijos, Adriell se encontra em cima de Ilariel, com a mãos enfiada sob suas pernas. Ilariel estava extremamente úmida, e suas pernas tremiam em espasmos de prazer pelo movimento dos dedos de Adriell dentro de si. Por um momento se entreolharam, e ao momento que Ilariel ia se libertando da camisola indesejada, Adriell se livrava dos calções. Quase que instintivamente, Ilariel monta no irmão devagar e cuidadosamente, com as mãos auxiliando o processo. Antes de finalmente consumarem tal ato, se olham, buscando a permissão um do outro. Que é concedida. Ilariel, finalmente se encaixa e deita o tronco sob o corpo de Adriell, que sente um fino traço quente escorrendo sob seu rígido membro que também é estreado. A princípio com movimentos lentos e cuidadosos, e depois de um tempo, fluídos e rápidos.
A noite foi selada não com gemidos de medo e choro.

A noite foi selada com gemidos de prazer.



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